INEVITÁVEL - 01/2017
Um dia você achou estar cansado quando na verdade estava era exausto de tudo e de todos e todas aquelas músicas reverberando sua mente. Você farreou pra caralho até seu fígado ir pra merda e não satisfeito, fez ele ir ainda mais pra merda, como se estivesse o desafiando pra uma briga de digladiadores insanos em busca de uma morte indolor. Havia uma certa incerteza de que todos que se diziam certos estavam errados. Batia na máquina incessantemente escrevendo asneiras se achando o grande gênio da literatura atual, escrevendo poeminhas de amor pra passar a rola em uma ou outra menininha. Atualmente tem fugido delas (as mulheres), e não se sente mal com isso. Comeu outra noutro dia, digo, noite, daquelas regadas à farra e cocaína, ela passou o telefone, você anotou e nunca retornou de volta. Você a jogou no lixo assim como um escritor machão, durão das antigas, daqueles que fumam cigarros atrás de cigarros esperando pelo texto perfeito, se dividindo em subempregos, ganhando um salário por ...